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Trilha Transmantiqueira

Tipo: Trilha Nacional
Inicio: Horto Florestal - São Paulo - SP
Fim Ramal Oeste: Parque Estadual do Ibitipoca - Santa Rita de Ibitipoca - MG
Fim Ramal Norte: Serra da Estancia - Itumirim - MG
Ponto culminante: Pedra da Mina
Modal: Caminhada
Bioma: Mata Atlântica
Significado da pegada: Araucária e a pinha em formato de pegada
TLC que faz parte: Trilha Oiapoque ao Chuí
Estruturação da trilha: 7 regiões subdivididas em 21 setores
Associação: Associação Trilha Transmantiqueira (ATT)

Atrativo Observação de Aves
Atrativo Mirante
Atrativo Pico
Atrativo Observação de Fauna
observação de aves
mirante
pico
observação de fauna
Atrativo Cachoeira
Atrativo Banho
Atrativo Gruta
Atrativo Museu
Cachoeira
Banho
Gruta
Museu
Ficha Técnica
Distância: 1.114 km
Duração: 70 dias
Altitude máxima: 2.798 m
Altimetria positiva: + 41.093 m
Altimetria Negativa: - 41.070 m
Trilha em implementação
40%

Descrição

Trilha Transmantiqueira (TMTQ) é uma Trilha de Longo Curso (TLC) que atravessa a serra da Mantiqueira no sentido oeste-leste, com um percurso que ultrapassa 1.100 km de extensão, cruzando mais de 40 municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro e promovendo a integração de mais de 30 Unidades de Conservação. A TMTQ faz parte da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, que tem como objetivo conectar o território brasileiro através de trilhas caminháveis, atuando como ferramenta de conservação, aparelho de recreação e alternativa para gerar emprego e renda junto às comunidades locais.

A TMTQ contribuirá com a conservação do meio ambiente e a integração do homem com o mesmo, dentro de uma inter-relação vivencial com o ecossistema e os costumes e história locais, através do desenvolvimento socioeconômico das comunidades e seu entorno, bem como o turismo ordenado e sustentável na Mantiqueira. Conectar pessoas, desenvolver o território e preservar o meio ambiente fazem parte de um ciclo virtuoso almejado nos resultados deste projeto.

Trilha Transmantiqueira inicia-se na cidade de São Paulo, no antigo Horto Florestal, atual Parque Estadual Alberto Löfgren, que é a primeira área de conservação efetivamente implantada em todo o Estado de São Paulo, logo após a desapropriação do Engenho Pedra Branca. Mesmo não sendo serra da Mantiqueira, foi pensado o seu início da trilha nessa região por conta do fluxo de pessoas que moram na maior região metropolitana do Brasil, a Grande São Paulo: desta forma, poderiam começar a caminhar perto de casa, além da proximidade do aeroporto de Guarulhos que é estratégica, por conta dos trilheiros internacionais.

Após o Horto, a trilha cruza o Parque Estadual da Cantareira, o MoNa da Pedra Grande, contornando as margens da Represa do Jaguarí - que é o maior do sistema Cantareira – e atinge o pé da Serra do Lopo, onde efetivamente a Mantiqueira começa a ficar majestosa. A trilha segue na direção oeste, cruzando dezenas de municípios e unidades de conservação até chegar em Aiuruoca-MG, no Parque da Serra do Papagaio onde a mesma se subdivide em ramal oeste e ramal norte. No ramal oeste a trilha prossegue até chegar no município de Santa Rita de Ibitipoca-MG quando a adentra o Parque Estadual do Ibitipoca e finalizada na famosa Janela do Céu. No ramal norte a trilha segue até terminar no município de Itumirim, antes passando pela Chapada das Perdizes e por Carrancas. Existe também uma possibilidade de se esticar o seu traçado até chegar ao Parque Nacional da Serra do Caparaó, mas antes passando pelo Parque Estadual da Serra do Brigadeiro.

As questões relacionadas ao incremento turístico, da economia local e da melhoria das condições de vida das populações tradicionais em locais por onde passam as “trilhas ou caminhos de longo curso”, como por exemplo o Caminho de Santiago de Compostela na Europa, a Appalachian Trail e a Pacific Crest Trail nos EUA, são mais perceptíveis do que as relacionadas com a melhoria ambiental. Contudo, essas “trilhas de longo curso” são enormes corredores ecológicos que se transformam em ferramentas reconhecidas pela legislação brasileira para ampliar a conectividade entre áreas preservadas e para a manutenção da vida selvagem. É por meio dessas rodovias verdes que os animais se deslocam pelos diferentes territórios, ajudando a manter vivas as florestas e outras formações naturais. Segundo representantes do ICMBio, as grandes trilhas também podem reduzir o isolamento territorial de Parques Nacionais e outras Unidades de Conservação no país, muitas vezes provocado por um modelo de desenvolvimento econômico ainda baseado na completa eliminação da vegetação nativa fora das reservas ecológicas.
 

A Trilha Transmantiqueira percorre uma das maiores e mais importantes cadeias montanhosas do sudeste brasileiro, a Serra da Mantiqueira, que abrange parte dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O relevo acidentado, com cotas altimétricas variando de 800 a 2.800 metros, condicionou uma grande diversidade de ambientes: floresta ombrófila densa, floresta ombrófila mista, floresta estacional semidecidual, candeial, campos arenosos, campos rupestres, campos encharcáveis e cerrado de altitude. Num padrão usualmente observado em outras regiões montanhosas do mundo, as características do relevo dificultaram a ocupação da região, que atualmente ainda preserva grandes blocos florestais. A cobertura vegetal remanescente, a alta riqueza de espécies (especialmente a ocorrência de endemismos de répteis, anfíbios e plantas) e as belezas cênicas fizeram da Serra da Mantiqueira uma das áreas definidas Pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritárias para conservação da Mata Atlântica brasileira.

Os extensos fragmentos bem conservados de floresta e a existência de mais de 30 unidades de conservação da Trilha Transmantiqueira formam um extenso corredor dentro de uma grande região denominada “Corredor Ecológico da Serra do Mar” - um dos corredores regionais definidos pelo Ministério do Meio Ambiente para conservação da biodiversidade da Mata Atlântica. A proposta de estabelecer corredores ecológicos, ou de biodiversidade, em grandes extensões introduziu uma nova abordagem, focada em conservar os fragmentos de vegetação e restaurar a conectividade em nível regional. Dentre as estratégias para promover a conectividade entre os remanescentes destacam-se a criação de unidades de conservação, a adoção de técnicas sustentáveis de uso do solo, a recuperação de áreas degradadas, de mananciais, o fortalecimento da capacidade local e a criação de uma rede de parceiros informada e fortalecida através da participação e mobilização - estratégias compatíveis e fortalecidas pelas trilhas de longo curso.
"Pegadas que conectam paisagens, pessoas e culturas"
ATT
Associação Trilha Transmantiqueira
A disponibilidade hídrica, associada a sua localização geográfica, perto de grandes centros urbanos, confere ao corredor ecológico percorrido pela Trilha Transmantiqueira um importante papel. As águas geradas na serra da Mantiqueira abastecem grande parte da cidade de São Paulo e várias outras cidades no vale do Paraíba do Sul. A bacia hidrográfica do rio Jaguari, localizada nos municípios de Extrema, Camanducaia, Itapeva e Toledo em Minas Gerais, por exemplo, é responsável pela produção da maior quantidade de água que abastece o Sistema Cantareira. Esse sistema, um dos maiores de abastecimento público do mundo, fornece água para 8,8 milhões de pessoas, ou seja, cera de 42% da população da Região Metropolitana de São Paulo.

A paisagem da Trilha Transmantiqueira tem atraído cada vez mais cidadãos de origem urbana que vêem na Mantiqueira uma área de lazer e contemplação da natureza, próxima dos maiores centros urbanos do pais, São Paulo e do Rio de Janeiro. Por outro lado, a vocação dessa região de imensa beleza e de grande fragilidade ambiental, devido ao relevo acidentado, aponta para o desenvolvimento compatível com a sua conservação, demandando a identificação de atividades sustentáveis. Nesse contexto, a Trilha Transmantiqueira constitui uma promissora oportunidade para o fortalecimento do ecoturismo regional, apoiando a conservação no melhor estilo do "conhecer para conservar".
  • A incrível silhueta da Serra Fina
  • Parque Estadual do Ibitipoca
  • Vista do cume do Pico do Marins
  • Agulhas Negras - PNI
  • Pico do Itaguaré
  • Pico do Itaguaré
  • Vista do Pico do Itaguaré
  • Pedra Redonda
  • A fina crista de subida para o Capim Amarelo
  • A subida da Pedra da Mina
  • Cupim de Boi
  • Vista da Travessia da Serra Fina
  • Vista do Pico dos Três Estados
  • Vista do Pico dos Três Estados
  • Vista do Pico dos Três Estados
  • Serra do Lopo
  • Serra dos Poncianos
  • Chapada das Perdizes
  • Pedra do Picu
  • Serra do Carrasco
  • Pico do Carrasco
  • Travessia do Carrasco
  • Setor Visconde de Mauá
  • Setor Serras de Ibitipoca
  • Setor Serras de Ibitipoca - Cume da Serra da Bandeira
  • Setor Serras de Ibitipoca - Pôr do Sol visto da Serra da Bandeira
  • Setor Serras de Ibitipoca - Descida da Serra da Bandeira
  • Setor Serras de Ibitipoca
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TRILHAS
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UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
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MUNICÍPIOS
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UNIDADES FEDERATIVAS

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